
A Organização Mundial da Saúde (OMS) se pronunciou após a confirmação de novos casos do vírus Nipah na Índia e em Bangladesh e tratou de conter a apreensão internacional. De acordo com o órgão, o risco de propagação global do patógeno é considerado baixo, mesmo diante da preocupação gerada por sua elevada taxa de mortalidade e pela ausência de vacina disponível.
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Segundo a entidade, o vírus pode apresentar letalidade entre 40% e 75% e costuma ser transmitido pelo contato com animais infectados ou alimentos contaminados. A infecção entre humanos é rara e, quando ocorre, tende a estar ligada a situações específicas, como ambientes hospitalares. Ainda assim, autoridades sanitárias mantêm atenção redobrada devido ao potencial de gravidade da doença.
Nem todos os infectados apresentam sintomas. Quando surgem, os primeiros sinais podem lembrar um quadro gripal, incluindo febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, tontura e dificuldade respiratória. Em estágios mais severos, a infecção pode evoluir para encefalite, provocando confusão mental, sonolência, convulsões e até coma, o que reforça a vigilância das equipes de saúde diante de qualquer suspeita.
Os casos mais recentes reacenderam o monitoramento após duas confirmações em Bengala Ocidental, na Índia, e a morte de uma mulher em Bangladesh. Segundo o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, os episódios não possuem relação direta, apesar de ocorrerem em áreas próximas à fronteira. A região concentra morcegos frugívoros, considerados reservatórios naturais do vírus, e mais de 230 contatos de pacientes foram acompanhados sem identificação de novas infecções até o momento.
O Nipah foi identificado pela primeira vez em 1998, na Malásia, durante um surto entre criadores de porcos, e desde então registra ocorrências pontuais em países asiáticos. Um dos episódios mais graves aconteceu em 2018, no estado indiano de Kerala, quando 17 pessoas morreram. Ainda assim, especialistas destacam que os surtos tendem a permanecer localizados e rapidamente monitorados.
No Brasil, o Ministério da Saúde também se manifestou após rumores nas redes sociais e descartou qualquer registro da doença. Em nota, a pasta afirmou não haver evidências de disseminação internacional nem ameaça imediata à população brasileira, ressaltando que o vírus está associado a espécies específicas de morcegos inexistentes no país. As autoridades reforçaram ainda a importância de buscar informações em canais oficiais para evitar alarmismo e desinformação.