
O corpo de advogados responsável pelo amparo legal de Deolane Bezerra emitiu um pronunciamento, no final da quinta-feira (21), contestando o encarceramento da profissional e apontando a existência de “medidas desproporcionais” adotadas pelo aparato judicial.
No comunicado, veiculado por meio das plataformas digitais, os representantes da ex-participante do reality A Fazenda reiteraram sua total idoneidade e enfatizaram que depositam sua crença na neutralidade dos magistrados do país.
Abaixo, confira a manifestação na íntegra:
“A defesa técnica da advogada Dra. Deolane Bezerra Santos vem, com o máximo respeito às instituições do Sistema de Justiça e ao Estado Democrático de Direito, prestar os devidos esclarecimentos sobre os acontecimentos que resultaram em sua prisão preventiva na data de hoje, 21.05.2026:
Inicialmente ressaltamos a sua mais absoluta inocência, bem como, que os fatos serão devidamente esclarecidos por esta, in momento oportuno.
Por hora e como o devido acatamento, consideramos desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane e esta banca de defesa seguirá cooperando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades na condição de advogada que é, confiando plenamente no discernimento, na razoabilidade e na imparcialidade do Poder Judiciário”.
Denominada Operação Vérnix, a investida policial resultou na execução de meia dúzia de mandados de detenção por tempo indeterminado, além de vistorias com recolhimento de materiais. Entre os indivíduos fichados, sobressaem Marco Willians Herbas Camacho, vulgo Marcola, apontado como o comandante principal do bando, seu irmão, Alejandro Camacho, e os herdeiros colaterais dele, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
As diligências revelam uma complexa rede de mascaramento de bens, que se valia de firmas comerciais e testas de ferro com a finalidade de transacionar montantes pertencentes ao grupo criminoso. De acordo com o que foi levantado pela apuração, um estabelecimento de logística de mercadorias localizado no município de Presidente Venceslau teria servido como ferramenta para branquear o capital oculto do clã de Marcola.
Os responsáveis pelo inquérito sustentam que a influenciadora digital embolsou transações financeiras de origem duvidosa no intervalo compreendido entre os anos de 2018 e 2021. A varredura contábil mapeou uma série de depósitos parcelados direcionados aos cartões da investigada, com envios que, de forma agregada, beiraram a quantia de R$ 700 mil. Uma parcela desse montante teria partido de um trabalhador residente no estado baiano, cuja remuneração oficial equivale a apenas um salário base e que é visto como provável “laranja” na engrenagem ilícita.