Virgínia Fonseca é alvo de processo envolvendo bets; entenda

Eliudson de Lima Silva relata que foi induzido pela celebridade para ele investisse suas economias no site da Betano, alimentando a esperança de ampliar seu patrimônio

22/05/2026 às 12h56
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Redes Sociais
Reprodução: Redes Sociais

A coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, apurou que as apresentadoras Virginia Fonseca e Adriane Galisteu figuram juntas como rés em um processo envolvendo plataformas de apostas online, as bets. A empresa Betano divide a responsabilidade no processo, que foi protocolado no meio do ano passado, em junho de 2025.

A iniciativa partiu de Eliudson de Lima Silva. Conforme os relatórios oficiais obtidos em primeira mão pelo Metrópoles, Silva relata que foi induzido pelas celebridades para ele investisse suas economias no site da Betano, alimentando a esperança de ampliar seu patrimônio. Ao todo, ele injetou R$ 56 mil no sistema, reserva financeira que vinha guardando com a finalidade de adquirir sua casa própria.

Para tentar recuperar o prejuízo após os primeiros saldos negativos, o reclamante recorreu a financiamentos bancários, mas a estratégia se mostrou ineficaz. Desempregado no período em que ingressou no universo dos jogos, Eliudson relata ter enfrentado severas complicações em seu bem-estar clínico e psicológico em decorrência do estresse. A tese central da acusação aponta que a interface da Betano opera de forma planejada para induzir transações consecutivas por meio de falsas expectativas de lucro, aprisionando o usuário em uma rotina crônica de prejuízos.

O envolvimento das celebridades

A argumentação de Eliudson pontua que as apresentadoras incorreram em práticas de divulgação impróprias e lesivas, devendo arcar com as consequências de vincularem suas reputações à marca de jogos de azar.

No que tange à empresária e influenciadora digital da We Pink, o reclamante argumenta que ela apresentava os palpites virtuais sob uma roupagem de enriquecimento rápido, estável e livre de riscos. O autor reforça que a criadora de conteúdo induziu ao erro internautas por todo o território nacional, monetizando em cima dos reveses financeiros do público, além de relembrar o controverso depoimento dela perante a CPI das Bets.

Já Adriane Galisteu foi integrada no processo por exercer o papel de representante oficial e porta-voz da Betano. O entendimento do autor é de que as comunicadoras, na condição de promotoras da campanha publicitária, precisam ser corresponsáveis pela idoneidade do produto divulgado.

Demandas financeiras e andamento processual

Na esfera financeira, Eliudson pleiteia que o juízo penalize as partes envolvidas ao ressarcimento de uma soma expressiva que atinge R$ 324 mil. Esse valor engloba tanto as reparações por danos morais e materiais quanto as despesas com os defensores públicos. Em uma primeira tentativa, ele pleiteou uma tutela de urgência visando o congelamento imediato de R$ 85 mil dos ativos financeiros das acusadas, contudo, o magistrado indeferiu a solicitação.

Os bastidores do caso indicam que uma sessão de mediação chegou a ser agendada no fim do ano passado, em novembro de 2025. Todavia, o ato foi infrutífero diante da ausência dos acionados, decorrente de falhas nas notificações de convocação. Um novo encontro conciliatório já foi inserido na pauta do tribunal e deve ser realizado nos próximos dias.

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