Pai de Daniel Vorcaro entra em surto em presídio em MG

O gestor corporativo vem enfrentando severos obstáculos para se habituar ao cotidiano do estabelecimento prisional, considerado a maior unidade de detenção do território mineiro e que lida de forma crônica com a superlotação de detentos

22/05/2026 às 13h19
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Redes Sociais
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O investidor Henrique Vorcaro, pai do ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, sofreu um surto nas dependências do complexo penitenciário Nelson Hungria, localizado no município de Contagem (MG), ao longo da última quinta-feira (21). Ele cumpre prisão preventiva no estabelecimento desde o dia 14 de maio, após ter sido detido por agentes federais no escopo da Operação Compliance Zero.

O gestor corporativo vem enfrentando severos obstáculos para se habituar ao cotidiano do estabelecimento prisional, considerado a maior unidade de detenção do território mineiro e que lida de forma crônica com a superlotação de detentos.

Diagnosticado com depressão, teria sofrido lapsos de memória, choros, além de surtos intercalados por momentos de tristeza e desespero. O estado clínico do preso teria se deteriorado drasticamente no momento em que ele tomou conhecimento de que a delação premiada de seu filho, Daniel Vorcaro, foi recusada pela corporação policial.

Procurada pela equipe do portal Metrópoles, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) minimizou a gravidade do episódio e assegurou que o interno apenas recebeu suporte da equipe de saúde, classificando a ação como um “procedimento de praxe para todos os detentos”.

Prisão pela Polícia Federal e as acusações

Apontado como uma das figuras centrais da sexta etapa da Operação Compliance Zero, Henrique Vorcaro possui forte atuação no mercado de desenvolvimento urbano, logística e edificações. Ele é o idealizador e comandante do Grupo Multipar, uma holding de grande porte com investimentos diversificados nas áreas de desenvolvimento de software, matrizes energéticas, produção rural e transações imobiliárias.

Os levantamentos da Polícia Federal sustentam que Henrique e seu herdeiro sonegaram de instituições financeiras lesadas e de alvos de golpes aplicados pela entidade bancária uma quantia estimada em R$ 2,2 bilhões, dando continuidade ao sumiço dos ativos mesmo após a abertura formal dos inquéritos.

A corporação aponta ainda que o empresário recorria ao suporte logístico e operacional de um agrupamento paramilitar clandestino apelidado de “A Turma”, além do suporte prestado pela organização criminosa identificada como “Os Meninos”.

O objetivo desse aparato de segurança ilegal era coagir adversários comerciais, capturar de forma fraudulenta dados sob segredo de justiça e vigiar de perto o andamento de apurações policiais que pudessem comprometer as atividades do bando.

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