Deolane Bezerra se emociona durante audiência de custódia: “Fui presa por estar advogando”

Influenciadora alegou atuar como advogada de integrante investigado e teve prisão preventiva mantida pela Justiça paulista

22/05/2026 às 14h17
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Foto: redes sociais
Foto: redes sociais

Deolane Bezerra se emocionou durante a audiência de custódia realizada após sua prisão na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21). As imagens do depoimento foram divulgadas pelo Metrópoles e mostram a influenciadora abalada ao ouvir menções à filha, Valentina, de 9 anos.

A advogada foi presa na mansão onde mora, em Barueri, na Grande São Paulo, durante operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, Deolane teria recebido transferências bancárias de uma transportadora apontada como empresa de fachada usada pela facção criminosa.

Durante a audiência virtual, porém, a influenciadora negou irregularidades e afirmou que os valores recebidos estavam ligados ao exercício da advocacia.

Excelência, eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos eu advogava. É um processo bem antigo, de 2019, 2020. Eu quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, que eu fui presa por estar advogando, por uma quantia de R$ 24 mil depositada em minha conta, por um cliente que consta no próprio relatório da polícia o meu acompanhamento ao cliente.

Segundo a investigação, o cliente citado por Deolane seria Diogenes Gomes Barros, apontado pelas autoridades como integrante do PCC e pai de Valentina. Os investigadores sustentam que as movimentações financeiras identificadas não teriam relação comprovada com prestação de serviços advocatícios.

O relatório final da polícia também afirma que Deolane Bezerra acompanhou visitas ao preso até sua soltura. Apesar da defesa apresentada pela influenciadora, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva.

A operação também teve como alvo Marcola e outros investigados apontados como integrantes do núcleo financeiro da organização criminosa. O caso segue sob investigação.

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