
Segundo Leandro Mazzini, da Gazeta, pessoas do círculo íntimo, que partilham a rotina há tempos, atestam que o parlamentar Flávio Bolsonaro (PL) demonstra resiliência frente aos desgastes políticos projetados até o mês de outubro. Segundo esses interlocutores, sua retirada da disputa sucessória só ocorreria mediante uma ordem expressa de seu pai, o ex-mandatário Jair Bolsonaro, que cumpre regime de prisão domiciliar.
Contudo, bastidores da própria legenda sinalizam que o poder de chancela sobre o representante do partido na corrida ao Planalto migrou das mãos de Jair Bolsonaro para o comando do dirigente nacional Valdemar da Costa Neto. Na ausência de novos fatos imprevisíveis que desgastem o primogênito da família, com atenção especial aos desdobramentos ligados a Daniel Vorcaro, e mesmo diante de flutuações desfavoráveis nas pesquisas, a tendência é a manutenção de sua postulação contra o atual governante Luiz Inácio Lula da Silva.
Ainda assim, uma rota alternativa já foi estruturada pela cúpula: na hipótese de um recuo de Flávio, a vaga seria assumida por Michelle Bolsonaro (PL), cujo carisma junto ao eleitorado supera o de Tereza Cristina (PP-MS), outra opção que vinha sendo avaliada internamente.