
Muito antes de ser presa na operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, Deolane Bezerra já havia comentado publicamente sobre a origem de sua fortuna milionária.
Conhecida pelo estilo de vida luxuoso exibido nas redes sociais, com carros importados, viagens internacionais e mansões, a influenciadora afirmou, em entrevista concedida ao Uol em 2022, que todo o patrimônio foi construído através da advocacia e do trabalho intenso desde a adolescência.
E eu trabalhei muito, me formei com 22 anos, tenho meu escritório montado desde 2017. Comprei meu apartamento muito jovem. Tudo que eu ganhava com a advocacia, eu usava para viajar, comprar coisas de grifes, porque aquelas contas que você tem que pagar para sobreviver, eu já não precisava. Então eu trabalhava para caramba, fazia três, quatro flagrantes no dia, processos, audiências quase todo dia. Mas as pessoas não vêem você trabalhando, só vêem você no shopping. E a minha vida vem de muito trabalho, desde muito nova. Eu trabalho desde os meus 12 anos de idade.
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A fala voltou a repercutir após Deolane Bezerra ser presa na última quinta-feira (21), na região metropolitana de São Paulo. Segundo a investigação conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo, a influenciadora seria peça importante em um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões em contas atribuídas à advogada, além do sequestro de bens de luxo avaliados em milhões de reais.
Em relatório obtido pela imprensa, os investigadores apontam que Deolane teria aberto dezenas de empresas em diferentes endereços para dificultar o rastreamento patrimonial. Segundo o promotor Lincoln Gakiya, uma das principais autoridades no combate ao PCC, parte das empresas estaria registrada em endereços considerados incompatíveis ou até fictícios.
A investigação também cita movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pela influenciadora. Além de Deolane Bezerra, a operação teve como alvo familiares de Marcola e outros investigados apontados como integrantes do núcleo financeiro do esquema. O caso segue em investigação.