
O pai da bebê Helena, de 10 meses, usou as redes sociais nesta sexta-feira (17) para se pronunciar pela primeira vez após a divulgação do novo laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Em uma "carta aberta", ele responsabilizou a mãe da criança, Ysabelle Rodrigues, pela morte da filha.
Em seu relato, o homem afirmou estar com o "coração despedaçado" e disse jamais imaginar que precisaria se despedir da filha tão cedo. Segundo ele, Helena estava sob os cuidados da mãe na noite em que morreu.
O pai alegou que Ysabelle levou a bebê para uma confraternização onde havia pessoas consumindo bebidas alcoólicas e afirmou que a criança teria permanecido sozinha em um dos quartos do imóvel enquanto a mãe estava na sala do apartamento. "Ela tinha que manter a segurança e a integridade física. Ao invés disso, estava na sala do apartamento e deixou minha filha dentro de um quarto onde minha filha foi morta", escreveu.
Na publicação, ele também afirmou que familiares da mulher teriam alertado para que Helena não fosse levada ao encontro. Ainda segundo o pai, a mãe estaria tentando se isentar de responsabilidade pelo ocorrido. "Ela está tentando se isentar da culpa. Pelo contrário, ela tem total culpa do acontecido", declarou.
A manifestação acontece depois que a Polícia Civil do Ceará anunciou uma mudança no rumo das investigações. O laudo da Pefoce concluiu que Helena morreu em decorrência de asfixia mecânica indireta e descartou a hipótese de violência sexual.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, os exames não encontraram vestígios de sêmen, material genético dos dois homens presos inicialmente, nem sinais que confirmassem abuso sexual. Também não foram identificadas substâncias como álcool ou drogas no organismo da bebê.
De acordo com a Polícia Civil, as prisões em flagrante de Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Magalhães, de 26, ocorreram com base no relatório elaborado pela equipe médica do hospital que atendeu Helena, documento que apontava indícios compatíveis com violência sexual.
Com a conclusão da perícia oficial, a investigação foi reclassificada para homicídio culposo, afastando, até o momento, a hipótese de estupro. O caso segue sendo apurado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa).