
O caso envolvendo Marco Furlan, detido em flagrante sob a acusação de violentar um garoto de cinco anos durante uma festa de aniversário em Pindamonhangaba (SP), ganhou um novo contorno. Após o suspeito alegar às autoridades que atacou a vítima por tê-la confundido com sua namorada, veio a público sua conta ativa em um aplicativo de relacionamento. As informações são da coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles.
Na plataforma, o ator exibe várias imagens próprias, declara estado civil solteiro e destaca buscar um relacionamento exclusivo e monogâmico. Para atestar que não usa um perfil falso, ele sugere que as interessadas façam videochamadas e deixa o seguinte recado: “Se for do bem, bora conversar”.
O detalhe de se declarar solteiro no meio digital entra em choque direto com a versão inicial apresentada aos investigadores, na qual usou a existência de uma suposta parceira para tentar justificar o crime contra o menino, que é autista. Corroborando essa contradição, informações apuradas pelo colunista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, apontam que os convidados do evento confirmaram que o indivíduo compareceu desacompanhado à comemoração.
Desde a eclosão do escândalo, parentes do investigado iniciaram uma varredura em seus rastros na internet. Com o auxílio de um representante legal que recolheu as credenciais de acesso diretamente na delegacia, as páginas do Facebook, Instagram e X (antigo Twitter) foram derrubadas. Apenas a conta de relacionamentos segue no ar. Segundo fontes relataram ao jornalista, o suspeito justificou que não se recordava da senha desse aplicativo.
As apurações policiais revelaram que o indivíduo marcava presença no evento por ser primo da anfitriã, a qual mantém laços estreitos com a mãe do menino. Com o avançar da madrugada, a criança foi acomodada em um dormitório para descansar. Na sua primeira justificativa, o detido argumentou que havia consumido bebidas alcoólicas, sentiu-se mal e, ao adentrar o recinto escuro, cometeu o ato achando se tratar de sua namorada.
Durante a sessão de audiência de custódia, contudo, o acusado optou pelo direito ao silêncio. A Justiça determinou a conversão do flagrante em prisão preventiva, garantindo sua reclusão no decorrer do inquérito. Paralelamente, exames realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML) confirmaram o crime: o garoto apresentou traumas físicos consistentes com agressão sexual, englobando dilaceração na região anal.

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