
O tenente do 1º batalhão das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, hospitalizado desde o fim de junho após ser atingido por um disparo na região da cabeça em São Caetano do Sul, na Região Metropolitana de São Paulo, alcançou seu progresso neurológico mais expressivo desde o incidente. Os dados foram atualizados no boletim de saúde divulgado na quarta-feira (5).
O documento médico aponta que o agente policial registrou avanços na Escala de Coma de Glasgow, demonstrando “abertura ocular espontânea e manutenção dos demais sinais clínicos favoráveis”. Os parâmetros laboratoriais permanecem equilibrados, e os cuidados ao paciente prosseguem sob acompanhamento rigoroso pelo corpo especialista. O oficial segue sob terapia intensiva no Hospital Estadual Mário Covas, localizado no município vizinho de Santo André.
O policial foi alvejado na nuca no início do dia 27 de junho, no instante em que aguardava o sinal verde em um cruzamento da Avenida Goiás.
Registros do sistema de monitoramento urbano captaram a vítima parada em sua moto quando uma dupla em outra motocicleta se aproxima por trás. O indivíduo na garupa mira e dispara em curtíssima distância contra o crânio do Tenente, empreendendo fuga imediata.
Trabalhos investigativos indicam que o ato foi devidamente planejado. Gravações adicionais capturaram a dupla monitorando os deslocamentos do tenente Pimentel momentos antes da investida criminosa.
Ronickson é irmão de Eloá Pimentel, adolescente vitimada fatalmente em 2008 após ser mantida sob sequestro por seu antigo companheiro, Lindemberg Alves, em um episódio de mais de quatro dias de cativeiro.
Em um intervalo inferior a duas semanas, os procedimentos de apuração sobre o atentado culminaram na detenção de três indivíduos e na instauração de averiguações sobre os óbitos de sete homens inicialmente associados ao episódio.
Conforme registros policiais, equipes da Polícia Militar declararam ter atuado mediante chamados anônimos indicando o suposto envolvimento dessas pessoas na agressão ao oficial. Contudo, até o presente estágio das apurações, não se confirmou qualquer vínculo comprovado entre os mortos e a execução da emboscada.