
Uma declaração de Leandra Leal referente às conhecidas canetas para perda de peso gerou repercussão na internet e motivou um posicionamento público direto. No decorrer da sua presença no programa Sem Censura, apresentado por Cissa Guimarães na última terça-feira (4), a artista discursou sobre a cobrança pelo padrão de beleza e classificou as fórmulas injetáveis como uma regresso. Leandra compartilhou que alcançou uma relação mais saudável com a própria imagem e reprovou o cenário contemporâneo de busca por emagrecimento acelerado.
“O meu corpo é minha fonte de vida e minha fonte de prazer. E isso é incrível, então eu comecei a me sentir bem com o meu corpo. E aí foi muito doido porque eu até me permiti engordar. Mas é uma pressão, né? E agora, com as canetas emagrecedoras, é tipo uma coisa louca, né? Realmente a gente está vivendo um retrocesso disso também”, disse.
Contudo, a reflexão gerou reações. Jorge Bentes, criador da página "Eu Cansei de Ser Gordo", interveio no debate e expôs seu ponto de vista. O produtor de conteúdo iniciou com elogios à atriz, mas em seguida fez contrapontos pontuais.
“Primeiro, eu quero dizer que eu sou fã da Leandra Leal e que essa entrevista foi fantástica. Mas eu preciso fazer uma correção na sua fala, Leandra. A gente não pode culpar um medicamento que está ajudando milhares de brasileiros a controlar uma doença que não tem cura, chamada obesidade”, afirmou.
Na visão de Jorge, a complicação não reside nos remédios, e sim no consumo sem orientação de profissionais de saúde, sobretudo por indivíduos que almejam eliminar pouca massa gorda exclusivamente por vaidade.
“A culpa, Leandra, é de quem usa essa medicação sem recomendação médica, para emagrecer três ou cinco quilos para entrar em um vestido. A culpa é do paciente que usa sem passar no médico, sem prescrição médica, sem saber a origem do que ele está comprando”, declarou.
O criador digital ressaltou ainda que atribuir a responsabilidade às soluções farmacológicas pode estigmatizar pacientes obesos que cumprem terapias de modo sério.
A controvérsia, naturalmente, polarizou os internautas. Parte do público apoiou a perspectiva de Leandra sobre a ditadura da magreza, enquanto outro grupo defendeu a medicação como um instrumento terapêutico legítimo que não deve sofrer criminalização.
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