
A definição de Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ocorreu de maneira inesperada no encerramento das convenções. Inicialmente cotado para disputar o Senado por Alagoas, o deputado federal ganhou prioridade após o PL optar por manter o senador Rogério Marinho na coordenação geral do plano de governo e das alianças estaduais. As informações são da Gazeta do Povo.
A escolha apoia-se em dois pilares centrais:
Discurso Anticorrupção e Segurança: A trajetória de Gaspar como ex-promotor e a repercussão de sua atuação na CPMI do INSS serão usadas para direcionar contrapontos e ataques ao PT. Conforme destacou Flávio ao apresentar o aliado, ele buscou quem "pediu a prisão do Lulinha porque ele tinha culpa no cartório". Na mesma linha, Marinho afirmou que, “com coragem, ele enfrentou a quadrilha do PT que roubou os aposentados, defendeu a quebra de sigilo de Lulinha e expôs o assalto aos velhinhos do INSS”. Sobre a integridade do vice, o senador Izalci Lucas (PL-DF) declarou: “Fico muito feliz com a escolha do Alfredo Gaspar para vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. Um homem honrado, que sempre lutou contra a corrupção e realizou um trabalho brilhante na CPMI do INSS”.
Estratégia no Nordeste e Articulação Política: Por ser alagoano, a indicação visa fortalecer a presença da candidatura na região Nordeste. Além disso, a saída de Gaspar da disputa ao Senado abre espaço local para a pré-candidatura de Arthur Lira (PP-AL), gesto interpretado nos bastidores como um aceno ao PP.