
O governo dos Estados Unidos afirmou que respeitará a escolha dos brasileiros em “eleições livres e justas” em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington. O posicionamento foi enviado ao Metrópoles por um alto funcionário do Departamento de Estado norte-americano.
Segundo a declaração, os Estados Unidos afirmaram respeitar o povo brasileiro e qualquer governo escolhido democraticamente pela população. O órgão também destacou que mantém relações com administrações de diferentes orientações políticas ao longo dos anos.
“Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que ele escolha livremente por meio de eleições livres e justas no Brasil. Temos respeitado e lidado com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, mantendo relações muito bem-sucedidas com eles”, afirmou o representante norte-americano.
A manifestação ocorre após uma série de atritos entre os dois países, incluindo a decisão do Itamaraty de barrar o visto de três oficiais dos Estados Unidos que pretendiam realizar uma missão no Brasil relacionada ao sistema eleitoral.
Apesar das críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Departamento de Estado indicou que não pretende romper a relação diplomática com o Brasil.
“Esse não é o cenário que nos interessa. Atribuímos grande importância às relações com o Brasil”, declarou o funcionário.
A tensão entre os países também envolve a escolha do novo embaixador norte-americano em Brasília. O governo de Donald Trump revogou o visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, após divergências relacionadas ao processo de aprovação do nome indicado por Washington para representar o país no Brasil.
O Senado norte-americano aprovou a indicação de Daniel Perez para a embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Agora, o governo brasileiro precisa conceder o agrément, procedimento diplomático necessário para que um embaixador seja oficialmente nomeado.
Mesmo diante dos impasses, Washington afirmou que considera a parceria com o Brasil estratégica, destacando relações comerciais, investimentos e vínculos culturais entre os dois países.
O Departamento de Estado reforçou que a atual crise não representa uma ameaça à relação de longo prazo entre as nações e afirmou que a intenção é preservar os laços diplomáticos.