
A determinação judicial que obriga Flordelis a indenizar em R$ 200 mil o pai e a irmã do pastor Anderson do Carmo, assassinado em 2019 na cidade de Niterói (RJ), por reparação moral alcançou enorme repercussão na web. O veredito provocou um forte debate entre os usuários da rede, oscilando entre repúdio, incertezas sobre a efetividade da cobrança e divergências de opinião.
A ordem partiu do magistrado Marco Antonio Novaes de Abreu, titular da 3ª Vara Cível de Bangu, que estipulou a quantia de R$ 100 mil para cada parente, somada ao acréscimo de juros, atualização financeira, despesas do processo e vencimentos dos advogados. No despacho, o juiz enfatizou que o processo penal preexistente já havia definido a ex-parlamentar como a ordenante da execução.
Assim que o julgamento se tornou público, a reação dos usuários foi imediata. “De flor não tem nada”, publicou uma conta. Um segundo internauta debochou do codinome da antiga congressista: “Flor-de-lis não foi regada; murchou. Vejam a importância de tomar água”. Houve também quem ponderasse sobre a eficácia punitiva do julgado. “Se não pagar vai presa? Ela já tá presa ué”, indagou um perfil. Outros seguidores expressaram ceticismo quanto ao patrimônio da condenada para quitar o valor. “Indenizar o quê, gente, se a mulher não tem nem mais para ela”, argumentou outro.
Entretanto, nem todo o público respaldou a resolução. “Tem gente que fez coisa pior e está em liberdade”, defendeu um usuário. Na mesma linha, outro escreveu: “Já pensou se todo esse caso tem uma reviravolta e realmente constatam que ela é inocente? Sei lá, né… não boto a minha mão no fogo”. Por fim, um comentário ponderou: “Mas ele também não valia nada. Se for pagar pelos bens que tinham juntos, tudo bem”.
Em decisão proferida em 2022 pelo Tribunal do Júri, Flordelis recebeu uma pena superior a 50 anos de reclusão pelo homicídio de Anderson, seu então companheiro, e por infrações correlatas ao episódio.