
O integrante da Suprema Corte, ministro Alexandre de Moraes, rejeitou, no sábado (8), um requerimento para que o ex-chefe do Executivo Jair Bolsonaro (PL) se reunisse com seus filhos no domingo (9), data em que se celebra o Dia dos Pais. O parecer indefere o pleito submetido pelos defensores do político.
Na determinação, o magistrado destacou que se mantém vigente o impedimento que congelou por um mês o direito de visitas ao ex-mandatário, ressalvando unicamente a assistência médica, sessões de fisioterapia e contatos com seus patronos legais. “Em virtude do ‘ITEM 1’ de decisão proferida em 17/7/2026, JULGO PREJUDICADO O PEDIDO, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 (trinta) dias, nos termos do § 1º do art. 41 da Lei de Execuções Penais”, destacou Moraes.
A sanção foi aplicada em decorrência do descumprimento, por parte de Bolsonaro, de restrições cautelares fixadas pelo STF. Dentre os fatos apontados pelo relator, destaca-se a publicação no ambiente digital de uma carta redigida pelo ex-presidente, compartilhada por seu filho, o parlamentar Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A assessoria jurídica do político buscava junto ao tribunal uma liberação extraordinária a fim de permitir a presença de Carlos, Jair Renan e Flávio no turno da tarde do domingo. Eduardo Bolsonaro, residente nos Estados Unidos, não integrou o rol de solicitações.
Os representantes legais sustentaram que o pleito possuía cunho afetivo e humanitário, dada a simbologia do Dia dos Pais. A equipe jurídica assinalou que o reencontro aconteceria no período estipulado por Moraes e sob as diretrizes fixadas pelo julgador. Conforme os advogados, a reunião não comprometeria a execução da reprimenda nem desrespeitaria as limitações impostas pela Justiça.