
O congressista e postulante à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) superou o chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em volume de engajamento nas redes sociais no decorrer dos dias posteriores à confirmação das barreiras tarifárias impostas pela administração norte-americana às exportações nacionais.
De acordo com uma apuração realizada pela consultoria Bites e divulgada pelo portal Poder360, entre os dias 15 e 22 de julho, o parlamentar fluminense alcançou a marca de 6,09 milhões de engajamentos digitais, volume aproximadamente quatro vezes superior ao 1,375 milhão contabilizado pelo mandatário nacional no mesmo período. Esse resultado concedeu ao senador a fatia de 81,6% do total de interações geradas em conjunto pelos dois nomes, em contraposição a 18,4% obtidos pelo presidente.
A expansão de público também favoreceu o integrante do PL. A base do senador subiu de 17,5 milhões para 17,6 milhões de inscritos, enquanto o perfil do petista permaneceu estacionado em 28,6 milhões. Ainda que apresente uma diferença desfavorável de quase 11 milhões de acompanhantes digitais, Flávio computou o quádruplo do volume de respostas do público em comparação a Lula.
Logo após a ratificação do aumento de impostos por Washington, ambos fizeram publicações sobre o tema. Na plataforma X, o senador veiculou quatro conteúdos em que creditava o encargo cambial às decisões do Palácio do Planalto. Em contrapartida, o chefe de Estado direcionou seus três pronunciamentos para enfatizar a preservação da autonomia republicana.
A performance apresentou nuances a depender da rede utilizada. Ao longo da semana monitorada, o parlamentar fluminense acumulou os ápices de alcance. Um dia após o comunicado das taxas norte-americanas, um pronunciamento em vídeo do senador, no qual responsabilizava o Executivo federal pelo tarifaço, impulsionou a movimentação de seus canais digitais.
O ponto máximo de alcance do oposicionista ocorreu em 19 de julho, quando divulgou um material multimídia no X e no Instagram estabelecendo um comparativo entre a cotação de produtos durante a atual administração e o período em que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), governava o país. Naquela data, o senador totalizou 1,49 milhão de interações em suas redes, sendo que 800 mil dessas manifestações corresponderam a curtidas registradas exclusivamente no Instagram, conforme os números da apuração.
O estudo da Bites contabilizou o somatório de reações, comentários e compartilhamentos nos perfis oficiais do Facebook, Instagram, TikTok e YouTube de ambos os líderes políticos entre 15 e 22 de julho, intervalo no qual o oposicionista somou 6,09 milhões de registros frente a 1,375 milhão do mandatário brasileiro.