Após polêmica com valores do cabelo, cabeleireiro processa Malévola em R$100 mil

O caso teve início em abril, quando a influenciadora renovou o visual e contestou o valor cobrado pelo resultado

12/08/2026 às 12h49
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
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Reprodução: Redes Sociais
Reprodução: Redes Sociais

O cabeleireiro Robson Souza e seu salão de beleza, o Creative Beauty, moveram uma interpelação judicial contra Malévola Alves em decorrência do conflito gerado por um tratamento capilar na criadora de conteúdo. A demanda perante a Justiça foi formalizada no último dia 4. O caso teve início em abril, quando a influenciadora renovou o visual e contestou o valor cobrado pelo resultado.

Ela argumentou que a estimativa prévia situava-se em torno de R$ 2,8 mil, contudo o total atingiu R$ 6 mil em razão de etapas adicionais que alega não ter autorizado. O estilista, por outro lado, justificou que o montante refletia cerca de dez horas dedicadas ao processo e a etapas devidamente consentidas ao longo da sessão.

Argumentos apresentados ao Judiciário

Conforme as peças processuais consultadas pela coluna Fábia Oliveira, os promoventes da ação asseguram que a influenciadora foi comunicada antecipadamente sobre cada procedimento e respectivo custo. Sustentam que, concluído o atendimento, Malévola recorreu às redes para desabafar e denunciar uma suposta cobrança abusiva. A acusação aponta que a famosa ultrapassou o direito de manifestação ao se referir a Robson como “golpista”, “mafioso” e “ladrão”, além de imputar ao estabelecimento as práticas de “golpe e extorsão”.

O cabeleireiro e o estúdio relataram que a influenciadora organizou um "protesto" em frente à sede do negócio, acompanhada por uma comitiva que incluía agentes de segurança privada. Conforme a petição, colaboradores chegaram a se abrigar no recinto por temor às agressões físicas. Os autores pontuaram que a produtora de conteúdo proferiu coações explícitas, declarando que “acabaria com a raça” do especialista e que “quebraria o salão”, o que desencadeou uma onda de execração e linchamento virtual.

Os requerentes pontuaram que as revelações geraram severas perdas para o estabelecimento, provocando desmarcações em massa, afugentando novos clientes, gerando ataques cibernéticos e culminando no bloqueio provisório da linha corporativa no WhatsApp. O abalo refletiu diretamente na receita da empresa.

Diante disso, Robson Souza e o Creative Beauty postularam ordem liminar para proibir a criadora de conteúdo de fazer referências a eles, com a remoção imediata dos conteúdos publicados sobre o caso. No mérito, exigem reparação por danos morais fixada em no mínimo R$ 50 mil para cada parte, totalizando R$ 100 mil, acrescida do ressarcimento por danos materiais na modalidade de lucros cessantes, a serem calculados caso haja condenação.

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