Eduardo dispara contra Moraes após busca e apreensão contra fonte de jornalista: “Tiranete de beira de estrada”

Ex-deputado reagiu à busca e apreensão contra Raimundo Cutrim e voltou a criticar a atuação do ministro do STF

12/08/2026 às 14h57
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Compartilhe:
Foto: Reprodução/Metrópoles
Foto: Reprodução/Metrópoles

Eduardo Bolsonaro (PL) voltou a criticar Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que autorizou uma operação contra o ex secretário de Segurança do Maranhão Raimundo Cutrim. Em publicação nas redes sociais nesta quarta feira (12/8), o ex deputado federal fez um duro ataque ao ministro.

“Moraes é um tiranete de beira de estrada”, escreveu Eduardo ao comentar a medida determinada pelo magistrado. Na mesma publicação, ele afirmou que não seria necessário simplesmente reconhecer como corretos os alertas feitos anteriormente por integrantes da direita, mas que seria preciso admitir o que classificou como um erro na forma como Moraes foi visto anteriormente.

O ex parlamentar se referiu à decisão que determinou mandados de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, alvo de uma investigação sigilosa. Segundo o Supremo, as medidas foram solicitadas pela Polícia Federal e tiveram aval da Procuradoria Geral da República (PGR).

Segundo o Metrópoles, a defesa de Cutrim afirmou que ainda não teve acesso à íntegra dos autos relacionados às buscas. O advogado José Berilo de Freitas Leite também demonstrou preocupação com a possibilidade de exposição da pessoa apontada como fonte jornalística e ressaltou a proteção constitucional ao sigilo da fonte.

A operação está relacionada a uma investigação envolvendo o jornalista Luís Pablo Almeida, que já havia sido alvo de uma ação da Polícia Federal em março deste ano. Na ocasião, aparelhos eletrônicos, computadores e celulares foram apreendidos após reportagens publicadas pelo jornalista sobre o uso de veículos oficiais no Maranhão.

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e foi condenado pela Primeira Turma do STF, em junho deste ano, a quatro anos e dois meses de prisão por coação. A condenação ocorreu após a Corte considerar que ele atuou para interferir no julgamento relacionado ao processo contra seu pai, o ex presidente Jair Bolsonaro.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários