
Eduardo Bolsonaro (PL) voltou a criticar Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que autorizou uma operação contra o ex secretário de Segurança do Maranhão Raimundo Cutrim. Em publicação nas redes sociais nesta quarta feira (12/8), o ex deputado federal fez um duro ataque ao ministro.
“Moraes é um tiranete de beira de estrada”, escreveu Eduardo ao comentar a medida determinada pelo magistrado. Na mesma publicação, ele afirmou que não seria necessário simplesmente reconhecer como corretos os alertas feitos anteriormente por integrantes da direita, mas que seria preciso admitir o que classificou como um erro na forma como Moraes foi visto anteriormente.
O ex parlamentar se referiu à decisão que determinou mandados de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, alvo de uma investigação sigilosa. Segundo o Supremo, as medidas foram solicitadas pela Polícia Federal e tiveram aval da Procuradoria Geral da República (PGR).
Ok, sim, Moraes é um tiranete de beira de estrada. Mas antes de partimos para este tipo de notícia, é necessário esclarecer a história.
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) August 12, 2026
Não precisa dar razão aos nossos alertas, mas fazer uma mea culpa e admitir que foi um erro construir a imagem de Moraes como um sujeito… pic.twitter.com/k3XrO3ptdm
Segundo o Metrópoles, a defesa de Cutrim afirmou que ainda não teve acesso à íntegra dos autos relacionados às buscas. O advogado José Berilo de Freitas Leite também demonstrou preocupação com a possibilidade de exposição da pessoa apontada como fonte jornalística e ressaltou a proteção constitucional ao sigilo da fonte.
A operação está relacionada a uma investigação envolvendo o jornalista Luís Pablo Almeida, que já havia sido alvo de uma ação da Polícia Federal em março deste ano. Na ocasião, aparelhos eletrônicos, computadores e celulares foram apreendidos após reportagens publicadas pelo jornalista sobre o uso de veículos oficiais no Maranhão.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e foi condenado pela Primeira Turma do STF, em junho deste ano, a quatro anos e dois meses de prisão por coação. A condenação ocorreu após a Corte considerar que ele atuou para interferir no julgamento relacionado ao processo contra seu pai, o ex presidente Jair Bolsonaro.