
O ex-jogador Robinho, condenado a nove anos de prisão por estupro, pediu à Justiça para ser transferido da Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo. O pedido foi protocolado por seu advogado, Mário Rossi Vale, e encaminhado à juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, corregedora dos presídios do Vale do Paraíba.
A solicitação ocorreu após o ex-atleta ser chamado a prestar esclarecimentos sobre supostos privilégios na unidade, onde cumpre pena há um ano e meio. Robinho negou tratamento diferenciado e afirmou que todos os detentos são tratados de forma igual.
Na petição, a defesa pede que ele seja encaminhado para um centro de ressocialização em Limeira, Rio Claro ou Bragança Paulista. O advogado argumenta que o ex-jogador mantém boa conduta, não tem faltas disciplinares e que há possibilidade de desativação da unidade.
A juíza destacou que o pedido deve ser analisado pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), responsável por decisões de transferência. Ainda assim, afirmou não se opor à mudança, desde que sejam cumpridos os requisitos legais e haja vaga disponível.
Conhecida como “presídio dos famosos”, a Penitenciária II de Tremembé abriga presos de grande repercussão pública, como Alexandre Nardoni e Roger Abdelmassih. Segundo servidores ouvidos pelo Globo, Robinho tem acesso a cultos religiosos conduzidos por um pastor particular e atua como técnico e jogador do time formado por detentos.
Apesar da rotina tranquila, o ex-jogador tem relatado incômodo com a exposição e com as “fofocas” dentro do presídio. Funcionários afirmam que ele tem manifestado o desejo de mudar de unidade para fugir do assédio e da convivência com outros presos célebres.