Juíza interrompe processo contra WePink e Virgínia e abre caminho para acordo inesperado

De acordo com a colunista Fábia Oliveira, audiência abriu caminho para um TAC entre o Ministério Público de Goiás e a marca de Virgínia Fonseca

17/11/2025 às 11h24
Por: Natália Raquel
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Virgínia Fonseca. Foto: Reprodução/Instagram
Virgínia Fonseca. Foto: Reprodução/Instagram

De acordo com a colunista Fábia Oliveira, o processo envolvendo a WePink, empresa da influenciadora Virgínia Fonseca, e o Ministério Público de Goiás ganhou um novo capítulo após a audiência de conciliação realizada em 13 de novembro. A juíza Tatianne Marcella Mendes Rosa Borges Mustafa decidiu suspender a ação civil pública por 15 dias para permitir que as partes avancem nas negociações de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

 

A ação do MP foi aberta após mais de 120 mil reclamações de consumidores em menos de dois anos. Os relatos citaram atrasos nas entregas, falta de reembolsos e descumprimento de ofertas publicitárias. Em decisão anterior, a Justiça já havia proibido a empresa de realizar lives e outras ações de venda até comprovar estoque suficiente dos produtos anunciados.

 

Na audiência, representantes da empresa — entre eles os sócios Thiago Stabile e Chaopeng Tan — discutiram com o MP as cláusulas do TAC, que deve estabelecer obrigações para ajustar práticas comerciais consideradas abusivas. Nesta segunda-feira, um dos advogados da WePink protocolou pedido de homologação de acordo, mas os detalhes não foram divulgados.

 

A liminar permanece válida enquanto a ação está suspensa. Além da proibição de novas lives, a empresa deve criar, em até 30 dias, um canal de atendimento humano com resposta em até 24 horas. A WePink também precisa divulgar, em suas redes e site oficial, informações claras sobre direitos do consumidor, trocas, cancelamentos e reembolsos. O descumprimento pode gerar multa de R$ 1 mil por ocorrência. A Justiça ainda determinou a apresentação da lista completa de reclamações recebidas desde o início da operação.

 

Fundada em 2021, a WePink se projetou nas redes sociais por seus lançamentos e faturamentos expressivos. No ano passado, Virgínia afirmou à CPI das Bets que a empresa movimentou R$ 750 milhões. Em 2023, uma live de lançamento rendeu R$ 9,2 milhões em uma hora, segundo a Forbes. A marca, no entanto, também acumulou críticas pela qualidade dos produtos, impulsionadas por testes feitos por influenciadores.

 

Mesmo sob investigação, a empresa segue expandindo. No dia em que se tornou alvo da ação, Virgínia e a sócia Samara Pink anunciaram a abertura de uma loja física em Rio Branco (AC). A expectativa é que o acordo com o MP avance nos próximos dias e seja submetido à homologação da Justiça.

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