
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que a votação do PL Antifacção está mantida para esta terça-feira, 18. A proposta, relatada pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), enfrenta resistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por reduzir recursos destinados à Polícia Federal.
Segundo cálculos do governo, a quarta versão do texto retira R$ 27 milhões da PF e remaneja R$ 300 milhões de fundos de segurança pública e de combate às drogas. O Planalto avalia que os cortes podem prejudicar operações de investigação e fiscalização, tema que motivou críticas públicas do presidente.
Hugo Motta afirmou que o relator segue ajustando o projeto para ampliar consensos antes de levar o texto ao plenário. A expectativa é que uma nova versão seja apresentada nesta terça a líderes partidários. Mesmo assim, siglas de direita devem apresentar destaques durante a votação.
Entre as sugestões está a proposta do deputado Alberto Fraga (PL-DF), presidente da frente parlamentar da segurança, que busca acelerar o bloqueio de bens de integrantes de facções criminosas.
Nos bastidores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou que pode indicar um relator para a matéria ainda esta semana. A intenção é colocar o texto em votação no Senado ainda este ano, caso avance na Câmara.
O PL Antifacção reacendeu a disputa entre governo e oposição sobre a condução da política de segurança pública, enquanto o relator tenta costurar um texto capaz de destravar a tramitação.