Jovens investigados por assassinato de cão Orelha cometeram várias infrações em SC, diz delegada

Delegada da Proteção Animal afirma que grupo investigado por maus-tratos também é suspeito de furtos, depredação e crimes contra a honra na região

28/01/2026 às 14h30 Atualizada em 28/01/2026 às 14h31
Por: Mateus Pereira
Compartilhe:
Fotos: Reprodução | Internet
Fotos: Reprodução | Internet

O grupo de adolescentes suspeitos de agredir brutalmente o cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Santa Catarina, já vinha cometendo uma série de outros atos infracionais na região antes do crime. A informação foi revelada pela delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal da Capital, em entrevista concedida à ativista Luisa Mell.

Segundo a delegada, além da agressão ao animal, que acabou sendo submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos, os adolescentes são investigados por outros episódios:

Existe uma série de outros atos ilícitos, atos criminosos, a exemplo de atos infracionais de crimes contra a honra, praticados contra os profissionais aqui da região, como porteiros, depredação de patrimônio, furto de bebida alcoólica, então todos esses atos vão ser também apurados.

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por Luisa Mell (@luisamell)

De acordo com o relato, um porteiro da região teria feito imagens dos adolescentes com o objetivo de identificá-los e alertar equipes de segurança. A foto, no entanto, teria sido apagada após o envio. A Polícia Civil de Santa Catarina também reforçou que não existe um vídeo que mostre as agressões contra Orelha, apesar de essa informação ter circulado amplamente nas redes sociais.

O cão comunitário foi encontrado agonizando por uma mulher na Praia Brava, chegou a ser levado para atendimento veterinário, mas não resistiu. Quatro adolescentes são suspeitos do crime. Dois deles foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta segunda-feira (26), enquanto os outros dois estão em viagens programadas aos Estados Unidos.

Orelha foi brutalmente assassinado em Santa Catarina (foto: Reprodução | Internet)

Além do caso de Orelha, os adolescentes também são investigados por maus-tratos a outro animal, um cão caramelo que teria sido jogado no mar e conseguiu sobreviver. Três homens, um advogado e dois empresários, entre eles pais e um tio dos adolescentes, foram indiciados por coação no curso do processo.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários