“Tudo falso”, Delegada detalha busca e apreensão na casa de Deolane

Em entrevista, Maria Corsato explicou que os assessórios de luxo encontrados na propriedade não passavam de réplicas

26/06/2026 às 09h25
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Compartilhe:
Reprodução: Redes Sociais
Reprodução: Redes Sociais

Nas recentes controvérsias que cercam a nova detenção de Deolane Bezerra, a delegada Maria Corsato, que esteve à frente de um dos inquéritos contra a criadora de conteúdo, relembrou detalhes de uma ação de busca e apreensão realizada no imóvel da famosa. Convidada do podcast Café com Pires, apresentado pelo policial Léo Pires, a autoridade policial explicou com exclusividade que adotou uma postura cautelosa para poupar a herdeira da influenciadora, Valentina, além de revelar que os assessórios de luxo encontrados na propriedade não passavam de réplicas.

“Falei assim ‘você tem uma filha, né? Eu não quero que ela veja a movimentação de policiais na sua casa, quero preservar ao máximo. Onde ela está vai ser o último lugar que a gente vai entrar. Quando a gente for entrar, nós vamos ficar em outro cômodo, tira sua fillha e leva pra outro lugar'”, disse a Delegada ao podcast.

No decorrer da entrevista, a policial revelou que os bens de alto padrão não eram autênticos:

“Foi feito desse jeito. Não tinha nada, não tinha dinheiro. O que ela tinha de relógio e joia era tudo falso. Mesmo sendo falso, a gente trouxe. Tinha um computador pequenininho e o celular dela, que foram trazidos”, ressaltou. Na sequência, ela complementou a dinâmica do recolhimento: “Não foi pego nada da família, ela assinou o que tinha que assinar. Eu coloquei tudo na mesa da sala dela, foi filmado. Depois cumprimos outro mandado e os carros foram trazidos”.

O embate com a defesa técnica

Maria Corsato também expôs o cenário de tensão com a representação jurídica da investigada ao retornar à unidade policial:

“Fomos pra delegacia e chegando lá está a advogada dela, a tal Adélia Soares. Aí [falou] ‘mas não pode’. Falei, ‘doutora, é a ordem judicial’. [E ela] ‘é, mas vocês são de São Paulo e foram cumprir em Barueri. Cadê o cumpra-se?’. Falei ‘está aqui o e-mail'”. A discussão sobre a validade do procedimento continuou:

“‘Saiu o mandado de São Paulo, mandei pro juiz de Barueri e ele deu o cumpra-se no e-mail. [E ela insistiu] ‘mas ele não escreveu o mandado’. Falei ‘doutora, o e-mail dele aqui [mostrando o celular]. [E ela] ‘ele não escreveu, isso é ilegal’. [Eu disse] ‘então… [toma as providências]'”.

Posteriormente, a Delegada mencionou o tempo que precisou despender durante o plantão:

“E ela sentou na minha frente e ficou 3 horas. Eu não tinha nada pra fazer, né? Eu tinha um millhão de coisas e ela ficou 3 horas falando na minha frente”. Por fim, Corsato destacou como encerrou o longo diálogo com a defensora:

“Pelo respeito pela advocacia, chegou uma hora que falei ‘doutora, eu preciso continuar as coisas aqui’. E ela foi embora, [e perguntou] ‘e quando vai ser devolvido o carro?’. Falei ‘não sei’. [Respondeu] ‘vou entrar o pedido’. Falei ‘pede lá pro juiz porque aqui é não, não sei quando vai ser. Eu tenho que olhar, não tenho data'”, concluiu Corsato.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários