
Depois de passar um longo período afastado da internet, Igor Zampieri, cujo nome ganhou notoriedade durante o clamor público pela morte do cão Orelha, reapareceu nas redes sociais. Ele utilizou uma conta recém-aberta para postar um depoimento em vídeo abordando o episódio.
O óbito do animal ocorreu na Praia Brava, localizada em Florianópolis, em janeiro deste ano. A ocorrência ganhou repercussão global sob a suspeita de que o bicho teria sido fatalmente espancado, colocando o rapaz no centro das atenções como um dos supostos autores do ato de crueldade.
Contudo, a promotoria do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) optou pelo encerramento definitivo do inquérito, ao constatar que o falecimento do canino não foi provocado por violência perpetrada por menores de idade.
No video, o jovem relata ser alvo constante de hostilidades desde que seu nome foi vinculado ao episódio e rechaça qualquer envolvimento com o ocorrido. Ele explicou que optou por romper o isolamento midiático porque, de acordo com seu relato, "não consegue mais viver em silêncio" perante a repercussão gerada. O jovem esclareceu que a ausência de pronunciamentos anteriores foi uma recomendação legal durante a fase de apuração, decidindo falar abertamente só agora, com o desfecho jurídico consolidado.
Atingindo recentemente seus 18 anos, ele destacou que o público finalmente conhecerá o seu lado da história:
"Até aqui, eu e minha família ficamos em silêncio. Muitas pessoas viram esse silêncio como forma de culpa, porém só estava respeitando o processo que foi pedido pelas autoridades, que ficasse em sigilo. Eu fiquei quieto até que tudo fosse concluído".
Zampieri lamentou ainda a condenação antecipada que recebeu por parte dos internautas antes mesmo do fim das investigações oficiais, lembrando da exposição não autorizada de suas imagens e do fato de ter sido hostilizado por indivíduos que desconheciam sua real conduta.
Em um trecho de forte impacto no desabafo, ele reitera categoricamente sua inocência:
"O mais difícil para mim de tudo isso é que as pessoas me julgavam de algo que eu não fiz, algo que eu jamais faria (...) Mesmo depois das autoridades terem analisado tudo, da Justiça ter arquivado o processo e ficado provado que eu não fiz nada, muitas pessoas seguem me chamando de assassino".
Confira o vídeo completo:
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