Em anúncio de chapa, Haddad afirma que segurança será prioridade em sua campanha eleitoral

Haddad (PT) sinalizou que o combate à criminalidade ocupará o topo das metas de sua jornada eleitoral

26/06/2026 às 11h43
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Danilo Verpa/Folhapress
Reprodução: Danilo Verpa/Folhapress

O ex-titular da Fazenda e postulante ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad (PT), sinalizou que o combate à criminalidade ocupará o topo das metas de sua jornada eleitoral. O anúncio ocorreu na quinta-feira (25), durante compromisso político na capital paulista, momento em que o petista oficializou a indicação de Márcio França (PSB), antigo chefe da pasta do Empreendedorismo, para compor a chapa na condição de pré-candidato a vice-governador.

Ao selar a parceria com o pessebista, o cabeça de chapa assegurou o desenvolvimento de uma estratégia inédita para mitigar a criminalidade no território paulista. "A segurança vai ser prioridade, nós vamos apresentar um plano de segurança, eu já alinhei algumas características desse plano que nunca foi feito da forma que vai ser", afirmou.

O posicionamento converge com um estudo qualitativo recente elaborado pelo Núcleo Ypykuéra, o qual aponta que a área de segurança pública desponta, na visão dos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como uma das barreiras mais complexas a serem superadas pelas legendas de esquerda no pleito deste ano.

O pré-candidato do PT fez questão de enaltecer a bagagem administrativa do novo aliado para descentralizar os projetos estaduais e levá-los para o interior. "Ele tem efetivamente credenciais que o habilitam a atuar de maneira ampla e irrestrita, porque é uma pessoa que conhece o estado como pouca gente conhece", disse.

Ao assumir a palavra, França desferiu críticas à atual condução do estado, alegando uma suposta escassez de legados de impacto social. "Se você perguntar qual a marca de São Paulo hoje, talvez seja a venda da Sabesp e o pedágio Free Flow. [...] O Tarcísio também tem (qualidades), mas ele é uma pessoa menor do que a cadeira do governo de São Paulo, alguém que precisa de uma orientação para poder pedir, precisa de autorização do chefe para poder pedir", disparou o ex-ministro.

Desfecho de impasse pacifica palanque progressista

A consolidação de França no posto encerra um longo período de fricção interna na esquerda, que debatia os rumos das candidaturas ao Senado. O nó político envolvia também o destino eleitoral das ex-ministras Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente, e Simone Tebet (PSB), do Planejamento e Orçamento.

Em declarações dadas à CNN antes do acordo, o próprio França havia externado preocupação de que o impasse estaria atrasando os planos do grupo na corrida eleitoral paulista. "Nós estamos perdendo tempo. O Tarcísio tem andado por aí com os candidatos dele em conjunto. Não temos feito isso porque fica uma situação delicada".

Nos bastidores da articulação liderada pelo presidente Lula, a costura para transformar França em vice de Haddad foi vista como um movimento estratégico para assegurar uma base robusta para o PT em solo paulista em um eventual segundo turno. O plano de voo desenhado por integrantes do Partido dos Trabalhadores aposta na força política do pessebista para impulsionar a votação do ex-ministro da Fazenda no interior do estado, região geográfica onde o petismo historicamente enfrenta maior resistência nas urnas.

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